Coragem

janeiro 31, 2018 brybru

“Ter coragem necessária para reconhecer, aceitar, expressar o lado mais sombrio de sua alma”

Eu estava em uma construção sólida. A primeira sensação era de que tudo estava bem. era uma construção cinza, parecia uma casa de condomínio fechado, mas com vários galpões ao largo. Era enorme.

Comecei a me dar conta de que eu estava presa nesse lugar. Todos os portões estavam trancados, eu estava em uma área externa da casa.

Estava eu e outra mulher mais velha, mas meio desconhecida. Começamos a forçar os portões para sair. Sabemos que há um homem que quer nos manter presa e ele começa a ir atrás de nós duas. Conseguimos abrir um portão, forçando-o, e vamos para a área da frente das construções. Sinto que o homem está em nosso encalço. Fugimos pela lateral  da casa que tem à esquerda um galpão que pode ser uma industria.

Algumas outras pessoas estão nos perseguindo também. Deixo uma a uma se aproximar de mim. Estou com uma chave de quatro segredos na mão e vou enfiando essa chave no pescoço, bem na jugular de cada uma dessas pessoas, matando-os de uma forma que nem eles, nem os outros se  apercebam disso.

Agora me encontro em uma área extensa. Um terreno imenso e, na lateral à esquerda , um grande portão que é a saída. Está tudo escuro no sonho. Fico imaginando como sairei dali, talvez pulando o portão que é bem alto.

Uma moça sedutora, que também está me perseguindo, chega e e eu a engano com a promessa de uma festa sensual e ela fica feliz, começando a se despir. Eu tento acertar a jugular dela várias vezes com a chave e não consigo. Ela não se dá conta que eu estou a “apunhalando”. Busco desesperadamente por outra arma e acho, no molho de chaves e de outros pequenos utensílios, uma lâmina e com ela acerto o pescoço da moça e ela morre.

No sonho já me dou conta que estou em um sonho e o que ele significa.

 

IRL – No sonho me dou conta do processo de mudança que estou vivendo, da sensação de vivenciar novas personas. A mulher idosa do meu lado, me é uma desconhecida. Uma faceta de mim mesma nunca vivida. Vou matando todos os personagens, porque creio que assim deva ser para poder mudar e experimentar novas formas de expressão. Talvez eu esteja equivocada ao entender que meus personagens são meus persecutores, mas a necessidade de me sentir livre, de sair dessa forma de pensar, traz à tona uma assassina, que justifica suas mortes em nome da liberdade.

Atentem que estou fora da casa, fora das construções, portanto, não plena de minha consciência. Estou em lugares de uso comum, não é no meu lugar íntimo. Me sinto presa e quero fugir, e para isso vou matando os personagens que nem se dão conta do que faço. O mais difícil é matar a mulher sedutora. Esta sim, feliz, que deseja somente ir à festa sensual proposta. Mas eu a mato. E já tomo consciência da peça teatral onírica e de meu desejo de fugir comigo mesma e experimentar nova perspectiva de viver a idade.

Sonho significativo, como todos. A questão que fica é: devemos sacrificar  todos os nossos Eus em nome de uma experiência? Seria mesmo necessário ou é mais uma fantasia à respeito do processo de avançar no tempo?

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