Rebirth

julho 14, 2015 brybru

“Os sonhos traduzem nossa alma.
Nesta noite musical retomo minha vida, meu rumo e meu ar.
Não mais perder o que é meu destino por uma mera representação.
Pegue seu rumo, Shadow. Encontre a Luz e deixe-me vir a ser.”

“Seguir em frente.

Desfazer-se novamente de toda essa confusão de sentimentos

Retomar minha rota, meu caminho.”

Não foi um sonho. Foram muitos. Durante a eternidade que durou este ciclo. Alertas que iam solapando levemente esta fortaleza de dor construída para defender -se da dor. Uma forma estranha de resistir. Necessário ciclo. E quando essa fortaleza insana começa a desmoronar é necessário observar, sem dar valor ou julgar.

Fortaleza desmoronando

Eu tinha uma apresentação de teatro para fazer. Era em um espaço fechado, fui-me dando conta de que era um hospital de loucos. Ao me aproximar do que parecia um  púlpito, eu carregava na mão um objeto indefinido, no qual eu, ao segurá-lo, nele me apoiava. Fui tomando consciência de que eu ia representar a mãe que cuidava de todos. Um louco, que assistia televisão me perguntava se eu sabia o que eu estava fazendo. Se eu conseguia entender o que era aquela encenação.

Fui-me dando conta de que eu havia perdido a hora de estar em meu trabalho por conta dessa apresentação. Ficava angustiada demais e tentava resolver mentalmente a situação, afirmando pra mim mesma que minha amiga ficaria até mais tarde em meu lugar e eu iria em seu lugar o outro dia, sem resolver a situação concretamente. Saio do local, e alguém tranca seus portões de barras de ferro com um cadeado.

IRL – Óbvio demais. Estar perdendo o que realmente deve ser feito – o trabalho – pra encenar uma situação não real, um papel social de mãe, com conotações cristãs (púlpito), em um local de pura insanidade (hospício). E ainda ter dúvidas a respeito do papel, levantadas por um louco, que parece saber que nada sei sobre o papel. Estar presa a um objeto X, sem uma importância em si mesmo – poderia ser qualquer coisa material – cuja única função é ser o apoio de uma situação, por pura falta de sustentação de reais motivações.

Meu trabalho está esperando por mim, e permaneço evitando de enfrentá-lo com distrações mentais.

Esse sonho me despertou para a necessidade de me reaproximar de mim mesma, através da escuta de seus sussurros, quase gritos, a fim de redespertar para esta doce missão de entendê-los, e desta forma reviver, reformulando esta missão de aprender e ensinar, em busca da validação como Ser consciente.

 Sonho relevante – Mergulho no lago – 05/12/2012

 Estava em um lugar afastado junto como você, não consigo me lembrar o que estávamos fazendo. Lembro-me de estar nua e você estar semi nu. Havíamos entrado no lago e nadados juntos. Eu me sentia feliz e queria continuar ali, naquele lugar, junto com você.

De repente você começa a querer se afastar de mim e eu sinto isso. Decidimos ir embora, cada um em seu carro.
Peco pra você ajudar a tirar meu carro de uma garagem apertada e para tomar cuidado com uma coluna de tijolos. Você entra em meu carro e senta no volante, enquanto eu fico de fora esperando você manobrar. Mas você sai, sem cuidado, raspando toda a porta de meu carro na coluna. Eu fico brava e você continua dirigindo, dá a volta e joga meu carro no lago. Fico desesperada, brigo contigo. Você dá a entender que tem medo que sua namorada saiba de nós dois. Várias pessoas ficam olhando a gente brigar. Vou em busca de ajuda porque sei que não vou conseguir sair daquele lugar sem meu carro.
Ando um bom tempo a pé. Chego em outro vilarejo e lá consigo falar  com meus filhos que vem me ajudar a consertar meu carro.
IRL – estar nadando no lago corresponde ao mergulho no inconsciente que fizemos juntos. Lembro-me até hoje da energia pesada que não te deixava dormir, pairando escura sobre você enquanto estava deitado. Você não respirava. Não conseguia relaxar. Este mergulho no inconsciente, em minha perspectiva, mesmo que de forma parcial, transformou sua vida. Mesmo sem a tua consciência sob isso. Eu vi todo esse processo se desenrolar a minha frente. O teu amadurecimento, a tua evolução espiritual. Como você se libertou de um certo trauma, representado pela enorme energia escura que pairava sobre ti. 
Eu estava feliz nesse mergulho que eu fiz por inteira. Revi tanta coisa em minha vida, fui em busca de ajuda e a meditação foi o achado principal para tanta mudança e o encontro de certa paz. Minha vida se desenrolou. Tomado consciência cada dia de algo oculto, antigo, pedido pra ser mudado.
Mas… Tudo tem um fim, ao menos em nossa mente dualista. E esse nosso mergulho também terminou. Acabamos o que deveríamos ter feito.
Mas eu não consegui me desvencilhar daquele lugar de felicidade pra mim. Interpretei como uma forma de violência a forma que você se afastou. Desmerecendo meu caminho, raspando  a porta do meu carro em sonhos, símbolos de atos como desdenhar minhas pequenas vitorias, como a casa linda em que vivo, não dar valor ao que construí e apenas apontar meus defeitos. Isso foi uma violência sem medida. Raspou meu carro e jogou fora a minha direção.  Fiquei perdida. Saí em busca de ajuda, fui parar em lugares que não seriam necessários.
Ainda bem que tenho meus filhos que me ajudam a encontrar o rumo. A consertar meu carro, de retomar o retorno para um lugar mais feliz e cheio de amor. Sem essa forma subliminar de violência. A mesma violência que não te deixava dormir e atormentava teu sono. 
Another dream – Ventos de Novembro – Trilogia – em construção
“Tirar o carro do lago. Escolher um caminho transverso para evitar esse vento que me prende, que ata meus passos, meu caminhar.
Chega de você!
Chega de vocês todos!
Cópias espectrais do mesmo ser.
Quero a mim mesma.
Dona de mim, de meu corpo, meus cabelos e minha roupa.
Você me tirou o ar, a rota, fez-me perdida de mim mesma.
Curou-se através de meu corpo e de meu amor,
mas ao sair levou consigo meu poder.
E eu deixei.
E deixei-me raivosa de mim e de tudo.
Permiti – não só a ti, mas a muitos – que me machucassem, que roubassem de mim o meu sentido.
Te amei, e de forma eterna perdoo a tua ausência e a tua negação.
Mas quero meu ar de volta.
Minha cura. Esse é meu poder”
São muitos sonhos. Espalhados por este blog e  pelos cadernos de minha vida. Mas todos são o conjunto da voz de minha essência me dizendo: Este é o caminho, andai por ele. Só me resta ouvir sua voz.
“Um longo ciclo se finda.
Uma música tem o poder de destampar o caldeirão de sentimentos ocultados de mim mesma.
Recupero dessa forma o meu ar.
Meu poder de cura.
E meu rumo.
Sem destinar a ninguém, como diria Neruda, a desventura.
Sem culpar mais ninguém e observando de frente o mar do meu próprio Ser.”
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