Sonhos compartilhados

julho 21, 2013 brybru

Tenho dois na memória. Um, com uma amiga de trabalho, que há muito tempo não vejo…Nem sei por onde ela anda. E o outro,  com o meu filho mais velho. Decidi recontar estes sonhos porque ambos forma marcos importantes em minha vida e na vida de minha amiga e de meu filho.  A importância desses sonhos, para mim, é a compreensão de que existe um espaço compartilhado por todos. Espaço esse não tão sólido, talvez de energia, talvez de algo intermediário. Pois há momentos nos meus sonhos que se traduzem tão reais, que quase posso palpar o ambiente. Quantas vezes me recordo do gosto, do cheiro, das cores, do som e do toque em sonhos. Talvez seja mesmo, um mundo intermediário. E lá, às vezes, talvez possamos nos encontrar.

Missão – Sonhei com uma moça, conhecida do meu trabalho. Ela estava me dando uma carona na garupa de sua moto. Ela estava muito brava e eu me pensava porque ela estaria assim, tão brava comigo. Não perguntei nada. E saímos de moto e fomos para um lugar de condições ambientais bem precárias. Havia muita terra e nós duas tínhamos muito trabalho a fazer. Foi um trabalho árduo, muita terra, ruas esburacadas. Um lugar bem cansativo.

Acordei e acabei me esquecendo do sonho.

Um dia, na sala de meu trabalho na regional, a que eu compartilhava com mais umas quatro pessoas, o engenheiro do setor me pediu pra ajudar interpretar um sonho dele. Enquanto eu interpretava o sonho, essa moça passou pela sala e ficou me ouvindo. Quando eu acabei de falar ela quis contar um sonho que ela havia tido à alguns dias atrás.  e o sonho dela era assim: “eu estava indo para um lugar, de moto, e levava uma pessoa na garupa, que eu não vi quem era. Eu estava muito brava porque eu detesto andar com a moto. Eu queria ir de carro, mas como não podia, estava indo de moto. Fui com a pessoa na garupa. Acordei.”

Enquanto ela contava seu sonho, eu fui ficando muito arrepiada. Ia me recordando do sonho que eu havia tido com ela. Exatamente o mesmo em outra versão. O sonho, com certeza, foi um sonho compartilhado. Contei pra ela na mesma hora o que eu havia sonhado e ela aceitou bem a hipótese, vista que ela é uma trabalhadora de energia. Ela tinha formação em Radiestesia e trabalhava com saúde mental.

Nos tornamos amigas e passamos a partilhar muitas informações e experiências. Um certo tempo após, houve uma mudança de governo e fomos trabalhar cada uma em uma área diferente. Ambos os lugares assumidos foram lugares muito carentes, com populações necessitadas e sem infra estrutura. Cada uma em um bairro muito pobre. E lá desenvolvemos ótimos trabalhos.

IRL – creio que nos encontramos no mundo astral, meio que antecipando os trabalhos árduos que teríamos que desenvolver. Sonhar em conjunto foi mais uma expressão da sincronicidade que une energeticamente as almas que têm coisas a fazer. Uma missão a mais!

Encontro com o Dirceu.

Um dia sonhei com o Dirceu, meu pai falecido. Ele estava em uma pousada, meio que um ambiente semi hospitalar. Ele estava de cadeiras de rodas e eu ficava ansiosa para retirá-lo daquele lugar. Comecei a arrumar as malas dele, meio que correndo. Eu julgava que ele estava ali contra a vontade dele e eu queria de qualquer forma retirá-lo dali. Ele acompanhava meus movimentos, somente olhando o que eu fazia, e eu nunca que conseguia terminar de arrumar sua mala. Deixei as malas de lado e fui até a recepção da hospedaria para acertar a conta e lá eu percebi que estava em outro país, algo oriental, e pensei ser no Japão.

Na noite após o sonho, comecei a contar para meu filho que eu havia sonhado com o avô. Conforme eu ia relatando o sonho, meu filho ia ficando arrepiado e pedindo para que eu parasse de contar. Meu filho nunca foi muito afeito a esse mundo meio inexplicável das energias. Ou melhor, meio  incompreendido pelas pessoas. Foi quando ele começou a me dizer que havia sonhado com o avô há um tempo atrás. E que o avô estava muito bem no lugar em que estava, que ele não queria sair daquela “pousada meio hospital”, e que com certeza era no Japão, porque meu filho, no sonho, estava acompanhado por uma amigo dele que é fissurado pela cultura japonesa e que ambos estavam passeando por lá.

IRL – O fato de meu filho pedir pra parar de contar meu sonho e de no instante em que eu disse que seria um lugar oriental, talvez o Japão, ele implorou que eu parasse, em lágrimas, me fez pensar no sonho compartilhado. Estivemos lá, juntos com o Dirceu, talvez em momentos diferentes. Tive clareza de que eu havia interpretado a vontade do Dirceu de forma equivocada. Era eu que queria que ele saísse de lá. Ele não queria sair. Por isso ele me observava enquanto eu fazia suas malas. Por isso eu nunca consegui concluir a arrumação de sua bagagem. Ele não queria sair de lá. Ele estava bem, e isso foi dito para o meu filho. Há alguns elementos de culpa, da minha parte. Eu queria trazê-lo de volta pra minha casa. Mas ele não queria. E de fato ele estava no mundo onde tudo é mais fluído, onde as almas se encontram, em um processo de cura de tudo o que foi vivido nesta terra. Ele teve uma vida terrena bem conturbada e faleceu bem adoentado, além da tristeza de não estar em casa. E eu, querendo decidir a vida dele até em outro plano! Se eu tivesse prestado atenção no sonho, saberia que ele não quer voltar. Está bem lá, sendo cuidado e curado. E, como sabido, em um lugar sem tempo, ele se deu ao trabalho de falar pro neto que estava bem. Creio que foi um recado! Que eu recebi muito bem.

Em relação ao meu filho, aquele medo todo que ele sempre expressou em relação a esse tipo de assunto, foi superado. Nada como uma meditação pra curar nossas loucuras e nossos medos. E nada como aprender algo sobre Jung e as possibilidades de ser além do que se pensa ser.

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One Comment Add your own

  • 1. Aneci Fernandes  |  julho 29, 2013 às 12:37 am

    Pois é minha cara sonhadora, a energia Universal está aí a disposição de quem quiser. E pelo jeito já pegaste o jeito. Gostei dos sonhos. Eu tb tenho o hábito ou o vício de interpretar os meus e quando são muito estranhos apelo à tua sabedoria.
    Acredito que teus sonhos em conjunto sejam para que tenhas realmente o outro lado da visão. Como foi o caso da carona na moto e das malas de teu pai no Japão.


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