Grande guerra

julho 12, 2013 brybru

Encontrei-me com meu ex namorado e começamos a trocar olhares novamente. Sempre tivemos um desejo desmedido um pelo outro. O que nos afastou foi o medo. Não sabíamos como lidar com tantas diferenças. Culturais, de idade, de formação. Mas quando duas almas amigas e antigas se encontram, elas sempre se reconhecem. E após um tempo separados voltamos a nos encontrar. E aquela coisa de vontade de ficar junto veio com tudo. Fomos nos aproximando, primeiro pelo olhar. Algumas pessoas conhecidas e desconhecidas estavam ali conosco, e logo um moço que eu não reconheço mas sei que é do meu círculo de amigos astrais, percebeu nossos olhares. Tentamos disfarçar a todo custo, mas essa atração sempre foi e será enorme, e fomos dando um jeito de nos aproximar cada vez mais e mais. Acabamos passando a noite juntos, muitos beijos e muito amor.

Logo a seguir, o dia amanhecia e eu me via esperando pelo ônibus em uma região já sonhada. É próxima a um hospital, bastante inóspita, muita terra, me lembra um lugar da vida real, mas bem menos desenvolvido. Como se o tempo de construção houvesse parado por lá. Estava no ponto e me dei conta de que estava do outro lado da avenida, em direção oposta ao que eu queria ir. Ao meu lado, um moço simpático conversa comigo. Vamos sentindo cada vez mais afeição um pelo outro e logo me sinto protegida por ele. Como se fosse um novo namorado.

Atravessamos a rua para ir para o ponto correto. Enquanto aguardávamos percebemos uma movimentação estranha no céu. haviam nuvens pesadas e densas, e vimos uma série de caças de guerra sobrevoando, pareciam estar buscando por alvos no céu. Então uma batalha começa, onde os caças bombardeiam alvos nas nuvens escuras. Os caças são despedaçados e pedaços enormes deles são arremessados pelo céu. Alguns vieram em nossa direção e saímos correndo, eu e o moço, em busca de abrigo. Tivemos a impressão que uma grande guerra estava em andamento. Fomos buscar abrigo em um vagão de trem, onde vários casais amigos do moço estavam. Eu olhava o horizonte e via muita fumaça e cogumelos de bombas. A cidade toda estava sendo destruída. O vagão do trem começa a se deslocar em grande velocidade e vamos para uma outra região da cidade. Paramos e continuo a ver o horizonte esfumaçado. Penso em meus filhos e decido ir em busca deles.  O moço prepara uma refeição pra mim enquanto arrumo minha mochila. Sentimos uma tristeza profunda porque temos que nos separar. Acordo antes de ir em busca de meus filhos.

Sensação de plenitude por ter sonhado algo tão simbólico e um misto de tristeza e medo. Algo está para suceder!

IRL – Muitos símbolos. Lugares astrais reais, como o já sonhado entorno do hospital. Não é a primeira vez que estou a esperar o ônibus naquele lugar, inacabado e seco, com aquela curva que não permite que eu veja o ônibus chegando. Não é a primeira vez que atravesso em busca do ponto correto.

Minha nova busca se relaciona com o poder criativo do pensamento humano. Perceber que somos nós os construtores da realidade me traz alegria, pelas infinitas possibilidades. E me traz medo, por essas mesmas infinitas possibilidades. Para o Universo, que fornece a matéria prima para a construção de nossos desejos, não existe bem e mal. O Universo, o TAO, Deus, não possui polaridades. Polaridade é coisa do mundo material, manifesto. É coisa de humanos. Bem e Mal são nossas perspectivas de expressão. Então o Universo apenas responde aos nossos desejos. E nós, humanos, sem clareza de nossos desejos, sem consciência de nossa possibilidade de divindade, da não polaridade, vamos construindo as infinitas realidades que vemos. E assim, com nossas crenças a respeito do bem e do mal, vamos construindo ora sonhos, ora pesadelos. Nisto se resume minha alegria e meu medo.

O sonho me traz desejos de resolver essa questão de meu ex namorado. A de aceitar como dada essa minha enorme vontade de encontrar um espaço, ao menos onírico, astral, onde podemos não temer o que sempre quisemos: Nos amar e não precisar estar atados a crenças, a normas de conduta. Apenas deixar nossas almas serem quem são: eternas e amantes. Livres. O mundo manifesto nos contaminou com obrigações, e lá nos astral podemos passar a noite juntos e tudo estar bem.

A segunda sequencia do sonho me reporta às possibilidades de construção da realidade. Pela lei Hermética de “Assim encima como embaixo” o astral, assim como o mundo onírico e a mente humana (consciente ou inconsciente), é (são) o espaço(s) onde a realidade está sendo construída. A grande guerra que lá está acontecendo me faz ver como tenho percebido o mundo agora.

Havia algo não visível no céu. E era sujeito de ataque. Seriam ET’s? Existe uma parcela considerável de pessoas, pessoas boas, que acreditam na existência de outras raças estelares. Estariam construindo estas pessoas a esta nova realidade? pela lei da atração e da criação seria perfeitamente possível. Seriam esses seres os nossos inimigos? Pela crença construtiva de mais um outro tanto de pessoas, seriam. O que justificaria as nuvens e as batalhas no céu. E também o fogo na terra. Fogo que transmuta e modifica tudo. Essa transmutação e a cidade esfumaçada, em uma proporção desmedida, me reportam ao apocalipse: final dos tempos! E também à Era de Aquário, cuja transição necessita de transmutação. (fogo, ET’s).

E a grande questão pessoal é: no que Eu acredito? O que Eu ando construindo? Me livrar de sonhos apocalíticos de infância levou anos de terapia. Um amigo diria sonhos escatológicos. Perfeito! Este apocalipse não me soou assustador. Me parecia necessário. Necessário destruir minhas crenças, meus lugares comuns, como a região inacabada do hospital, o lugar errado de esperar pela saída deste lugar. O guerra destruiu com os destroços dos caças abatidos toda aquela região. E eu consegui sair viva e sem ferimentos. Tinha meu complemento masculino comigo. Meigo, cuidador, amoroso.

A guerra trouxe também o sentido de responsabilidade por minhas criaturas e criações. A preocupação com os filhos, simbolicamente é a preocupação com a minha continuidade. Optar por ir em busca dos que amo e deixar uma relação mais íntima ao lado me trouxe um quê de maturidade, em detrimento de certa tristeza.

Outra possibilidade, baseada na lei da criação coletiva, me trouxe a ideia de que o que estava por trás da nuvens e não visível, seria na realidade uma grande guerra que está sendo travada no mundo real. A guerra de informação. E desinformação. A mídia que esconde fatos reais, pessoas  e corporações que distorcem a informação, utilização de informação pessoal para o mercado…e assim por diante. Esta semana me disseram: ” A terceira guerra mundial já começou. Ela é a guerra da informação”. Não resta dúvida que isto está de fato acontecendo. E todos nós vamos alimentando esta guerra cotidianamente. Não nos damos conta do quanto reproduzimos informações falsas, distorcidas, com interesses diversos.

Eu poderia encontrar mais elementos de construções da realidade caótica neste meu sonho. Creio que estes são suficientes para gastar alguns neurônios. Somos crianças brincando de criar, inconscientes de nosso potencial criativo. Ora, como Shiva, construindo, ora destruindo. Deuses perdidos em crenças e dogmas.

Lembro-m e da citação bíblica: Pai, perdoa-os. Eles não sabem o que fazem! 

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