“Realmente as coisas não foram o que você imagina.”

fevereiro 17, 2013 brybru

 

“Realmente as coisas não foram o que você imagina.”

Ao voltar pra casa e abrir meu notebook, vejo esta frase, escrita por você, em uma mensagem deixada no chat enquanto eu não estava. Tenho o mau hábito de deixar messengers abertos. Procuro observar quais são meus sentimentos ao me deparar com ela. Em um primeiro momento, alegria, você está vivo! E isto é bom. Porque minha imaginação é fértil, e confesso que ela até passou pelos caminhos da foice da Dama Negra rodando seus dias.

A seguir percebo que não sinto tanta coisa além de ficar um pouco alegre. Além destas palavras, você deixou mais uma série delas como: ainda gosto de você, mas você não quer me responder, então eu entendo, e outras palavras de quem está querendo atenção imediata.

Mas nada me incomoda. Não há muita coisa. Recordo daquela música muito antiga, que dizia “já não precisas mais voltar, pois na tua volta quase nada vais achar.”

Ao menos nada que me ligue a você. Mais uma pessoa e relação a ser compreendida. Mais uma tentativa de entender os seres que andam nesta multidão. Deste que se destacou por seu cabelo diferente e por seu sorriso infantil de quem está fazendo uma travessura.

Além da pequena alegria, nada. Não há necessidade de desculpas, não há tristeza, nem raiva. Esta entidade eu incorporei em minha história e absorvi o que era necessário absorver. A lição de sou capaz de ir adiante e de que não existem compromissos verdadeiros com algumas pessoas. Melhor, que não há a necessidade de se comprometer com as pessoas que mal conhecemos, porque não há salvação nesta atitude, a de querer cuidar de tudo e de todos. Muitas vezes o outro não quer que cuidemos. O outro não quer que nos comprometamos. O outro não quer. E há também a inconfessável possibilidade de que eu também não queira. Não queira cuidar, não queira se compromissar, não queira.

A grande observação é que não tenho que fazer. Não tenho que cuidar. Não tenho que ser responsável pela evolução do outro. Apenas de mim. Se eu der conta de mim mesma, de meu crescimento e de minha paz, já terei de certa maneira, contribuído pelo outro.

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