I Started To Become Ocean

maio 4, 2012 brybru

Eu estava na casa do Mago Branco. Não lembro exatamente o que eu estava fazendo lá, mas havia uma outra pessoa junto. Despeço-me do mago branco e dessa outra pessoa que não sei quem é. Preciso ir para a universidade, mas a casa do Mago Branco é nas entranhas de uma grande ilha isolada. Descido então que o melhor jeito de sair de lá é voando. Ainda na frente do Mago e dessa outra pessoa, eu me concentro e com orgulho flutuo levemente. Essa flutuação é fruto de uma grande concentração, mas consigo. Dou essa leve flutuado, orgulhoso, como se estivesse exibindo o aprendizado ao mestre. Começo a voar e vou embora desse lugar, estou indo para a universidade, lugar que durante a vida, o Mago Branco sempre odiou. Desviou o meu caminho e começa a chover torrencialmente e nesse instante estou ao lado de uma mulher, no meio de um centro de uma cidade. A chuva atrapalhou o meu voo e estou tentando sair e desviar de gigantescos galões cheio de lixo que um caminhão de lixo despeja. Os galões flutuam sobre a água e com a chuva é como se eu não conseguisse me concentrar para alçar meu voo. De repente estou em um bar nas redondezas da universidade. Algumas pessoas que frequentam esse espaço comigo, mas as pessoas as quais eu não valorizo, estão próximas de mim. De repente estou explicando, não sei se fui questionado ou não, como foi que cheguei até ali. Começo contando para eles que eu tenho o poder de voar, que me concentrando eu começo a flutuar e foi assim que fui parar ali. As pessoas começam a rir e começa a dizer que não é possível que eu tenha feito isso. Outros dois jovens que estão sentados na mesa ao lado se intrometem na conversa, rindo, debochados. Eu tenho fazer uma pequena demonstração do meu poder de flutuação, mas não consigo. Alguém me pergunta onde é a casa do Mago Branco e assim saímos todos juntos, inclusive esses dois jovens, para procurar pela casa do mago. Um grande amigo meu está presente durante essa caminhada e eu digo: – Você não se lembra de quando eu estava saindo da casa do Mago eu levemente flutuei na frente dele? A resposta foi negativa. Tentei lembrar de um outro momento que eu tivera flutuado na frente de outra pessoa, mas lembro da resposta ser negativa também. Continuamos andando e estamos próximo da costa do mar, prontos para entrarmos na difícil área onde fica a casa do Mago Branco. Um dos jovens perguntam como faço para entrar, mas só consigo entender o mapa quando estou flutuando, através de uma visão aérea. Fico com esse sentimento dividido. Estou andando com as pessoas e ao mesmo tempo flutuando para tentar entender como posso acessar esse espaço. Aponto onde fica a casa e logo todos nós estamos caminhando por entre uma mata fechada, por uma trilha de difícil acesso. Estamos todos caminhando, mas a minha tristeza é grande demais. É um sentimento de esquizofrenia e impotência. É noite e começo a ver o mar agitado. Deixo as pessoas continuarem o caminho, quero me separar delas. Elas vão embora assim como eu desejo. Mergulho no mar agitado. A água é turbulenta, mas só consigo pensar na maravilha que são os desenhos que se formam nos meus olhos. Vejo as bolhas de ar na minha frente e me dou conta de que vou me afogar. Os outros foram embora. O sentimento de estar divido volta. Estou ali, morrendo afogado e ao mesmo tempo deitado em minha cama. Não consigo acordar e nem ao mesmo tempo parar de me afogar. Então me dou conta de que foi meu pai que havia me colocado na cama. Penso que se eu começar a gritar no sonho, meu pai vai me ouvir. E meu pai me ouvindo, seria um bom resultado para toda essa aventura. Da minha boca começa a se formar uma frase em inglês “I Started to Become…”. A palavra final se enrosca na minha boca. Eu tento novamente. Uma vez a frase se completa, na seguinte erro novamente. I Started to Become Ocean. Não sei se meu pai ouviu, mas grito várias e repetidas vezes. Agora estou acordando, com a certeza de que repeti várias vezes a frase. Já identifico o meu quarto onde passei toda minha infância e que hoje não há mais nada a não ser coisas jogadas e uma cama sem colchão. Estou na verdade dormindo ainda em silêncio, completamente imóvel na minha cama, com o rosto quase congelado pelo frio. Penso rapidamente em todo o sonho. Penso novamente no Mago Branco e na sua casa de difícil acesso. Aquele olhar de orgulho do meu voo exibicionista não foi uma grande loucura. Penso que esse foi se último presente.

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