Porão

abril 27, 2012 brybru

Estava em um lugar que era o meu trabalho. Somente a ideia dele. Esperava para entrar em um lugar onde o acesso estava proibido por conta de reformas. Eu tinha que pegar alguma coisa lá dentro, que eu não tenho ideia do que era, e estava ali, na porta, esperando para alguém abrir e eu poder entrar.

Um policial desconhecido abriu e ouviu o meu pedido, e saiu andando. Eu entrei e fui o acompanhando à distancia sem saber se ele estava indo buscar o pedido ou se eu deveria ir atrás dele para que eu mesma pudesse trazer o que precisava. Ele ia caminhando rápido e eu ia observando o local. Parecia um porão de casa colonial, estava bem sujo de entulho e poeira. Algumas paredes pintadas de branco pela metade. Um lugar escuro, sem ventilação. E eu pensava, se o policial viesse e dissesse que eu não poderia ter entrado eu responderia que aquele era o meu lugar de trabalho e que eu conhecia tudo aquilo e tinha o direito de estar ali. Mas ele simplesmente caminhava por aquele labirinto de cômodos sem olhar para trás. Cada vez mais rápido e distante.

Um menino negro, meio espectral, surge no meio do corredor. Uma sensação de estar vendo o fantasma de um escravo. Ele me olha com seus dois lindos olhos negros e me deixa passar. Continuo caminhando, agora sem ver mais o meu guia. Vou para uma área externa. Um jardim gramado muito grande, onde várias pessoas estão reunidas, em trabalho. Tento obter informações do paradeiro do policial e um outro me conta que ele estava em outro prédio, no depósito dos filmes.

Agora me vejo com uma grande caixa de papelão à minha frente. Me apoio nesta caixa. Tenho o que fui buscar, e não tenho ideia do que seja.

IRL – Necessitei pedir ajuda…e ela veio…

Nossa…
Fiquei com a adrenalina estranha.
Uma sensação de dever cumprido e arrependimento.
A reforma do teu lugar de trabalho mais me parece a tua busca interna para sanar essa dúvida/certeza de que há algo errado lá dentro mas não sabes o que é.
O guarda lembra-me o guardião que não tem permissão para dizer nada, apenas indicar o caminho e a descoberta tem de ser tua. O fantasma do negrinho escravo é o teu medo de descobrir o que procuras.
Tanto ao encontrar o teu pedido ele estava dentro de uma caixa de papelão. Embora frágil a caixa esconde a resposta da busca, do teu
pedido.
E o teu guarda/guardião encontra-se no depósito de filmes: tua memória.
Em outras meditações e sonhos deves encontrar mais respostas.
Bj minha querida sonhadora.
Também sinto saudade de nossas conversas.

 

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