Mistério

abril 2, 2012 brybru

Alguém já sonhou com uma pessoa que você nunca conversou? Pois é… Tive dois sonhos com este moço. É um amigo virtual, irmão de um conhecido. E, pasmem, sonhei duas vezes. A primeira vez faz um bom tempo já, creio que no ano passado. Este segundo sonho me intrigou. Não consigo definir o que sinto, nem sei em que categoria de sonhos eu os colocaria. Eu creio que devem ser sonhos de memória, ao menos o primeiro, pela intensidade dos sentimentos. E este último eu diria que é um sonho de astral. Espaço da alma onde os seres se encontram durante o sono. Espaço onírico onde compartilhamos experiências com aqueles que não conhecemos no mundo manifesto, mas que, com certeza, são nossos amigos de alma.

Primeiro sonho postado em  março de 2011 –

Eu estava em uma casa em um sítio. Era a tua casa. Você tinha muitas mulheres, meio do jeito que você é na vida real. Tínhamos, eu e você, a mesma idade. Você acabou me escolhendo para namorar, mas também não foi uma escolha contada para os outros. Você simplesmente ficou comigo. Estávamos namorando mas você continuava saindo com outras mulheres. Eu também não ligava muito, ou melhor, não pensava muito no caso. Ia cuidando da terra e das galinhas. Eu trabalhava muito. E estava vestida com vestidos simples, bem de roça mesmo.

Foi quando seu irmão mais novo apareceu e nos encantamos. Me senti muito feliz junto dele. E não escondia de ninguém meu sentimento. Você começou a brigar comigo. Eu era meio ingênua e até a hora de você me cobrar eu não via nada de errado em ficar com teu irmão. Você me disse que havia deixado todas as meninas por minha causa. E que não era certo eu estar fazendo isso.

Me senti culpada e fiquei divida. Saí chorando, andando pela cidadezinha, pensando se eu tinha que escolher e com quem eu deveria ficar. Eu pensava que gosto tanto, tanto de você, mas não sabia porque o teu irmão me deixava mais tranquila. E acabei pensando que era muito bom ficar com seu irmão, até então, um desconhecido. Eu queria ficar com ele, mas eu queria continuar com você. Continuei andando, meio perdida pela cidade. Entrei em uma venda, derrubei umas prateleiras com plantas, arrumei tudo de volta no lugar. Fui para uma feira, agora com minha filha ao lado, mas chorando. Ficamos procurando coisas pra comer e depois roupas. Não consigo ver ligação entre a briga do começo do sono e o seu desfecho.

IRL – Na vida real – Os sonhos podem ser uma grande piada. Ou a própria vida o ser. Me veio a imagem do Trickster. O Deus que nos traz lições através de brincadeiras e enganos.

A sonhadora é simples. Está vestida com roupas simples. Simples também é seu pensamento. Raciocínio nunca colocado a prova. Vai apenas vivendo seu cotidiano, sem questionar muito sua vida e sua relação amorosa. É permissiva. Permite que seu “amado” vá vivendo suas escolhas e ela mesma, não faz alguma escolha. Vai deixando a vida ser o que seja. Como se não se importasse.

A grande questão surge à partir do confronto de sentimentos. Mas é também uma questão imposta pelo outro. Por ela continuaria a ser mulher de um e de outro. Mas aquele que sempre escolheu por ela, agora coloca-a na parede e a obriga a escolher. E a acusa de não ser justa. E colocada na parede se dá conta de que tem que escolher. Mas ela não quer escolher. Escolher a faz chorar. Pensar em decidir qual caminho seguir é doloroso. Porque temos que escolher? Porque temos que nos “responsabilizar” pelas escolhas.

E neste dilema ela se perde. Saí meio que “sem destino”. Derrubando plantas em sua confusão de sentimentos. Até agora a vida foi a levando. Essa situação traz seu estado “vegetativo” à tona. Não pensava até agora. Agora pensa e reflete sobre seus sentimentos.

A busca na feira por comida e roupas pode representar a busca de preencher o vazio percebido em sua vida. Até agora não se pensou. E constatar isso é doloroso. Buscar alimentos e vestimentas que acolham a dor. Ou escondam a dor.

Segundo sonho – Estava tão preocupada em buscar o primeiro sonho que quase esqueci o segundo. 

Eu estava com você novamente e com seu irmão. Entramos em um prédio muito parecido com o do meu trabalho, cheio de janelas de vidro, mas era bem mais contemporâneo, com elevadores panorâmicos e umas linhas arquitetônicas arrojadas. Nós 3 nos perdíamos um do outro. Eu subia por um elevador enquanto você descia por outro, e o seu irmão subia pela escada. Era uma angústia muito grande, muito grande. Eu queria me encontrar com você de qualquer jeito. Encontrávamos o nosso olhar entre as subidas e descidas, e  a angústia era visível nos teus olhos e nos olhos de teu irmão.

IRL – Não consigo processar muito o que está por trás deste sonho. E também o que está por trás do fato de sonhar com uma pessoa somente conhecida pelos meios virtuais. Pode ter a ver com o conceito de Redes de Conexão tão falado atualmente, aquela teoria de que você pode influenciar  e ser influenciado por alguém que não tem contato direto, e nem mesmo conhece. Essa influência seria por “tabela”, através do elemento comum aos dois, no caso desta sonhadora, o irmão. É uma teoria séria, que defende que não estamos sós e que todos estão de certa forma interligado.

O prédio representa o espaço da consciência ampliada, o espaço coletivo da consciência. A angústia com certeza é mais minha, talvez por não estar cumprindo com firmeza o propósito de alma que é transmitir o que tenho experimentado e acumulado como experiência nesta e em outras vidas. Subir e descer níveis dentro da consciência tem a ver com o grau de absorção de conhecimentos e a  prática desses conhecimentos na escala de evolução do ser. Estamos oscilando, ora subimos, ora descemos, e nos desencontrando. Cada um busca um significado para suas experiências. e não conseguimos ficar no mesmo nível de entendimento.

Posso falar por mim mesma dessa oscilação na aplicação de meus conhecimentos. Já aprendi muito sobre o mundo espiritual, mas muitas vezes me perco na vida prática e deixo de ajudar a quem precisa. Não tenho regularidade em minhas práticas de cura. Me perco no medo da perda e no medo da falta. Não confio no que sei e no amparo divino. Esta situação é expressada pelo subir e descer. E a angústia de vocês?

Mas porque me importar com alguém que não conheço? 

Aí entra a vivência de astral. Com certeza já nos conhecemos. Ou em outra vida, ou talvez no espaço comum das almas, o astral, um mundo visitado via mundo dos sonhos. Há um bom tempo aprendi a dar ouvido e atenção aos sonhos. Tive momentos maravilhosos ao utilizar uma informação vinda de sonhos. Talvez este seja um mistério a ser resolvido através da amizade. Afinal, esta situação foi prevista por uma taróloga idosa,  minha amiga. E, confirmando a teoria da sincronicidade de Jung, na mesma manhã em que sonhei com o amigo virtual, encontrei-o online e arrisquei uma conversa. Meio receosa de ser mal interpretada consegui contar sobre os sonhos, sem muitos detalhes.

Acho que com esta situação onírica consegui uma maior proximidade virtual. O que é sempre muito bom. Mais dois universos humanos se encontrando e trocando figurinhas. E o sentido oculto deste mistério será revelado com o tempo, ou com alguma carta de tarot. E os frutos dessa amizade serão com certeza, abundantes.

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