Tão comum

maio 12, 2011 brybru

Sonhei com você. De novo! Mas faz um bom tempo que não sonhava mais contigo. O último sonho era com você participando da minha intimidade matinal. Trazendo pães para o café da manhã. E conversando com meus filhos.

Agora estávamos em volta de uma mesa. Você sentou em uma cadeira de um lado da mesa. Eu estava me sentando à sua frente, pulando um lugar. Uma das procuradoras do trabalho, a que é tua conhecida, perguntava a você porque não querias sentar ao meu lado. Você dizia que era para você não me agarrar, ou eu não agarrar você. Eu ficava chateada e decidi enfrentar a situação me levantando e indo sentar ao teu lado, bem próxima de você.  Dizendo que isso não iria acontecer. Estávamos jogando. Eu não sabia muito bem as regras desse jogo. Você tentava me explicar. Era uma mistura de jogo de palito com jogo de probabilidades. Só que as dicas estavam nos desenhos de alguns animais, pássaros, garças. Eu olhava para o desenho e tentava raciocinar. O que havia ali para ser visto e entendido? A procuradora, que agora me lembrava uma amiga em sua fisionomia, reclamava da minha proximidade com você, dizendo que eu aceitava ficar perto de você mas não havia aceitado o convite de ficar próxima ao irmão dela. Eu respondia que o irmão dela me assediava, coisa que você não fazia. Ela continuava reclamando que eu dava mais atenção à você do que à ela. Eu respondia perguntando se ela havia esquecido que eu acabara de assistir um filme junto dela. Eu conseguia, meio com dor de cabeça, resolver o jogo, e a resposta foi apresentada em pauzinhos representando os números, 4, 4 e 3. (IIII – IIII – III). Acordei pensando em você, e me forcei a sair desse pensamento e comecei uma preçe de agradecimento. Pelo dia, pela vida, pelas infinitas possibilidades. Meio que para sair dessa idéia fixa que é pensar em você.

IRL – O grande insigth que me veio no momento de relatar o sonho foi o de “não saber muito bem as regras do jogo”. Vontade de chorar muito. Porque é isso mesmo. Mesmo tendo vivido alguns anos, às vezes me sinto como criança. Uma criança que não entende muito bem “as regras do jogo”. Do jogo amoroso neste caso. Sempre defendi a idéia que que o amor não é um jogo. Talvez eu estivesse errada. É o que o sonho me faz refletir. Se o amor não for um jogo, as relações humanas tem sido tratadas como tal. E amar é uma forma de se relacionar humanamente. E eu não sei direito como fazer isso. Vide as minhas experiências todas. Para mim sempre foi abrir concessões, perdoar, deixar pra lá. Mas no fundo, no inconsciente, estas atitudes sempre foram motivo de insatisfação. Por isso de estar sempre me sentindo um peixe fora d’água, sempre descontente sem saber a razão do descontentamento. Agora, nesta forma inusitada de gostar de você, é que tenho aprendido que existe um jogo, e que ele tem regras. Tem sido sofrido olhar para mim mesma e perceber onde é que estão as falhas neste jogo. Onde é mesmo que eu tenho errado???

Doloroso processo, mas prazeroso também. Prazer em entender e poder mudar algumas coisas, como por exemplo, sentar ao teu lado, ao despeito do que você declarava. Essa atitude me remete à eterna sensação de que meus “amores” nunca me dizem o que realmente sentem. Estava conversando isso com uma amiga ontem, sobre conseguir ver nos olhos do “amado” que ele nos deseja, nos quer ao seu lado, mas que suas atitudes são de nos afastar. Como se negassem o que os olhos, portais da alma, estão afirmando. Minha amiga está passando por uma situação parecida, e na eterna busca de respostas e entendimento, perguntei ao tarot o que significa esta atitude. Como resposta, a carta dA Força! E nela uma linda colocação à respeito do medo que os homens tem de mulheres que estão ligadas aos seus desejos profundos. Ou seja, às mulheres poderosas, que não se submetem a algumas regras dos jogos.

Creio que o grande insigth é, em primeiro lugar, admitir que existem jogos. Em segundo lugar é aprender a jogar, sentar ao seu lado, e enquanto jogamos, ir introjetando o discurso de liberdade e libertação. Sair do discurso de não aceitar certas regras, para jogar o jogo e mudar as regras. Tornar o discurso prático.

Por exemplo: questões relacionadas à idade. Me olho no espelho e lembro de poesias de Neruda e outros autores que não se reconhecem mais ao se ver. Sempre me senti assim, um ser a parte de mim mesma. Como se o que vejo não refletisse quem eu sou de fato. Mas o que apresento ao mundo, minha imagem, também está relacionada às minhas crenças, normas e costumes. Então pra mudar o jogo inconsciente não basta negar, tenho que iluminar estas crenças, normas e costumes para poder transformá-los, e assim refletir uma nova imagem. De aceitação ou de transformação.

Foi assim que me senti no sonho, ao teu lado, eu a criança, você o homem mais velho que me ensina na prática sobre o desprendimento e liberdade. Afinal tá cheio de pássaros desenhados no jogo. Eles estão livres. Para amar é necessário ser livre. Livre das expectativas alheias. Livre das minhas próprias expectativas. Começo a praticar, muito lentamente, o desprendimento. O verdadeiro deixar ser. Deixar o outro ser o que é e assim mesmo amá-lo. Deixar a mim mesma ser o que sou, e também me amar e me deixar ser amada da da forma possível que o outro tem.

Não esperar nada. Apenas ser.

A procuradora representa aquele que faz a mediação de conflitos, no caso defende uma instituição. As instituições são aquelas grandes regras dos grandes jogos que mantém a humanidade na inconsciência. Por isso ela te questiona e você responde com um clichê, que vai, ou eu vou, fazer algo errado dentro das normas de comportamento aceitas (me agarrar, te agarrar). Mas aos poucos, aquela que media o conflito, vai se transformando em uma amiga, que questiona o porquê eu não começei com este processo antes. Com o irmão dela. Aqui as perguntas são para ajudar de forma amorosa, meio que dizendo, puxa vida, você teve outras oportunidades de aprender a viver e a jogar. Porque só agora?

Eu respondo sobre o assédio. O que significa ser assediada? é algo que incomoda, que dificulta o raciocínio e a tomada de consciência. Talvez tudo tenha um tempo certo. A bíblia diz isso. Tempo para plantar e para colher.

Cada vez entendo mais sobre a espiritualidade deste processo. Uma transformação profunda tem acontecido. Não dá mais pra esperar outras oportunidades na vida. Todas as tradições religiosas falam da grande transformação necessária. O índios norte americanos falam do “Quinto Mundo da Paz”, os cristãos da “Volta de Jesus Cristo”, Os Maias, do fim deste tempo, os esotérios, da Era de Aquário. Temos que seguir o fluxo das transformações. Abril e marte nos prepararam para a entrada da Luz em maio.

A grande regra, para mim é ir aprendendo. E tornar este aprendizado cada vez menos sofrido. Afinal somos seres divinos, co criadores do Universo e responsáveis pelo que criamos e transformamos. Resposaveis por nossos jogos.

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