O filho

abril 30, 2011 brybru

Era um dia tumultuado. As pessoas estavam agitadas, um clima de guerra, muito estranho. Parecia uma cidade industrial e havia uma certa aridez no ar. Eu estava tranquila diante de todos os acontecimentos. Eu estava com meu filho pequeno no colo. Ele se chamava Igor. Uns policiais começaram a discutir com pessoas do povo, estavam todos agressivos. De repente, no meio da avenida surge de dentro da terra um monstro metálico. Era colossal. Não lembrava os “transformes” tão em moda hoje em dia, mas era um ser metálico e seus quatro braços  se agitavam com armas na mão. Disparava tiros para todo lado.

Nesse momento a população do mundo foi dividida em 4 partes. Cada raça tomou um rumo e eu via aquilo como algo bom. Era como se eu reencontrasse minhas origens. Fui tranquilamente para o quadrante no mundo que me era cabível. Nesse tumulto meu filho Ígor, desapareceu. Extramente tranquila, fui vivendo minha vida nesse quarto de mundo.

Os ânimos foram se acalmando e tudo foi ficando na mais perfeita ordem. Em uma rua da cidade, reencontro meu menino, já crescido e acordo muito feliz.

IRL – Este é um sonho de mais ou menos um mês atrás. E, voltei à fase de sonhar pouco ou não lembrar-me dos sonhos. Ou talvez não querer lembrar. Período de introspecção necessário às mudanças também necessárias.  Como em uma encruzilhada, time of choice and time to change. O tempo é de escolha e mudança. Mas não há escolha para as mudanças. Elas estão ocorrendo. O Louco do Tarot. Ou se salta no precipício ou se volta no caminho, que não será nunca mais o mesmo.

Me questiono se não é um sonho de premonição que usa elementos simbólicos de meu atual processo de desenvolvimento. Tenho tido o desejo e necessidade de algo novo em minha vida. Uma nova vida. Que seria o filho, o Ígor, nome de alguém que admirei muito em minha vida. Um homem mais velho, amor de uma amiga, que gerenciava serviços de saúde e tocava bateria na noite. Que nos aconselhava em nossos amores adolescentes. Um homem forte,  que fazia do poder uma brincadeira, essa é a imagem que preservo. Seria o filho desejado, o novo projeto de vida.

E em relação ao clima de guerra, creio quem o mundo anda meio assim, assim…Na expectativa de uma. O monstro metálico de 4 braços. Haveria alguma relação com o imaginário dos quatro cavaleiros do apocalipse? Afinal é uma situação de conflito, de aridez, de separação das raças.

E perder meu filho, encarar essas duas situações com tranquilidade, a de guerra e da perda? Dizem que a dor de perder um filho é a mais profunda de todas. Como poderia eu passar por esta experiência e ficar tranquila? Recorro ao tarot egipcio que me responde com a carta do Patrimônio (o cinco de copas). Esta aponta para a confiança em minhas habilidades, no patrimônio que significa apropriar-se de si mesmo. Este é o processo que tenho vivido. Entendo que este meu filho, projeto, é meu, e por isso a impressão de estar longe de mim pela perda, é apenas uma impressão. Seria a representação do processo de conscientização dos dons, habilidades, capacidades.

Apesar do caos externo, a consciência está tranquila. Aguardo o que meu voltar. E ele volta, mais crescido, menos bebê. E eu fico feliz.

Anúncios

Entry Filed under: Sem categoria

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Trackback this post  |  Subscribe to comments via RSS Feed

Páginas

Categorias

Agenda

abril 2011
S T Q Q S S D
« mar   maio »
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
252627282930  

Most Recent Posts

 
%d blogueiros gostam disto: