20 de fevereiro de 2011 – reconheça o que está diante de teus olhos

março 18, 2011 brybru

Em 20 de fevereiro deste ano sonhei um sonho de angústia. Contei-o para os meus dois filhos e acreditei ter registrado no Blog. Procurei em todos os posts e páginas e não o achei. Talvez eu tenha somente registrado na tradição oral, como os Xamãs Professores fazem.

Cada palavra que registro novamente tenho a sensação de ter escrito este sonho. Ah, meu Deus, me ajuda!!

Não vou tentar convencer ninguém da veracidade dos fatos. Vou relatar o sonho, fazer as ponderações a respeito da interpretação e da minha missão enquanto sonhadora, e confessar que  agora eu sei para que estou neste mundo, ou melhor, para que estou AQUI e AGORA.

Em primeiro lugar, agradeço aos Mestres iluminados que com sua Luz resgataram meus sonhos, nesta noite. Agradeço ao sonho importante de hoje e todo o meu redespertar e amplianção de consciência.

Agradeço às pessoas que andaram pela minha vida neste último mês, que auxiliaram me levando por um “caminho” alternativo aos meus, caminhos esses muito diferentes do que creio e do que ando cotidianamente. A Luz não existe sem a Escuridão!

The first  Dream

Eu queria ir ver o mar. Estava em uma casa grande, de veraneio. Não era minha casa, e o proprietário estava se desfazendo dos móveis e dos eletrodomésticos. Lembro de grande refrigerador e freezer. Saí da casa querendo ir ver o mar. Fui descendo por uma rua que ia dar na praia. Ela tinha ao lado esquerdo algumas casas, uma mecânica e um salão de igreja. A rua era detonada, cheia de buracos e irregularidades. Alguém me falou que o mar estava agitado. Havia uma criança junto comigo que era meu filho mas não era nenhum desta vida. À direita havia um barranco. A rua era mais alta que o lado direito e não conseguia ver nada além. Olhando para a direita, vi um moço de moto tentando subir com a moto para a rua. Ele deu um impulso com a cross mas não conseguiu subir.  Pensei em ajudá-lo, tentando pegar em sua mão e puxá-lo na próxima tentativa dele de subir. Fui até a beira do barranco e fiquei paralisada diante da cena. Eram milhares de pessoas vestidas de branco fugindo do mar. Era uma planície bem baixa, e eles vinham caminhando em direção da rua, fugindo. A imagem me recordou a um êxodo de um povo inteiro. Na hora pensei que eu não poderia ajudar aquelas pessoas  e que eu precisava sair dali, fugir daquele lugar. Voltei para a casa com certeza de que a grande tragédia viria. Eu só pensava em me salvar. Na remota possibilidade de me salvar, ia buscando um carro ou veículo que pudesse me levar embora daquele lugar. Mas tinha a sensação de que a grande onda também iria me pegar.

IRL – In Real Life – Lembro-me de ter acordada angustiada. Foi muito pesado. Eu tinha certeza de ser um presságio e corri contar meu sonho aos meus filhos. O intuito era aliviar minha aflição e também seguir o dito popular de que sonhos que nós contamos não se realizam. Sobre este dito-mito popular prometo postar uma página tentando estabelecer nexo com as crenças de um novo mundo, onde concretizamos aquilo em que nos focamos. É assunto pra uma página.

Passei o dia todo tentando me ocupar com coisas da vida material: casa, comida, preparo de aulas. Não pensar a respeito desta angústia. À noite, incomodada com minha aflição, silenciei e pedi aos meus mestres uma resposta. O que significava aquilo tudo. O que o sonho queria dizer. Fui para o velho e bom Google e começei a fuçar procurando uma dica do universo (elas podem vir de qualquer lugar – estejam atentos). Foi uma sequência de revelações. Graças a um email que falava de nossa necessidade de abrir a mente para novos conhecimentos – como o de seres extra terrestres, assisti todo o seriado sobre UFOS na antiguidade do Erich Von Daniken, deste fui parar em texto apócrifos que descreviam contato humano com “anjos”, li sobre as vimanas, descrições de veículos espaciais na Índia antiga e sobre possíveis guerras nucleares na antiguidade. Um assunto ia puxando o outro e passei quase a noite toda neste processo frenético de pesquisa.

Neste material tive a resposta sobre um sonho de noite anterior a esta, o qual priorizei na postagem. É o sonho da “Noite de Lua Cheia”. Me perdi do sonho pelo qual estava buscando resposta. Apesar de ter a nítida sensação de te registrado este sonho.

Hoje à noite, após dias e dias sem conseguir lembrar de meus sonhos, ou de conseguir trabalhar com os sonhos de amigos, após muito pedido aos Mestres de perdão por tê-los afastados de mim, de Reiki para amigos e familiares, voltei a ativa. E o sonho é o mesmo da multidão de branco. Só que ela não aparece. Somente eu e uma família e muitas pessoas, no mesmo local. As mesmas ondas e um sentimento mais tranquilo.

Agora o segundo sonho.

The dream – o sonho de hoje

Eu estava novamente na mesma rua, só  que eu estou em uma casa do lado esquerdo da rua.  Aí eu desejei novamente ver o mar. Desci a rua, desta vez de carro, com minha família, que não era a minha família atual, desta vida, e ao chegarmos próximo do mar, me assustei com o tamanho das ondas. Eram vagas de tsunami. Águas escuras e muito altas. Aquilo me assustou e saímos em disparada de volta a casa, mas subimos a ladeira por outra rua e a um fio de água começava a correr pela rua. Chegamos na casa, que ficava em um terreno triangular onde as duas ruas se bifurcavam. Na rua por onde eu havia descido, um grande rio já se formara. As crianças estavam brincando na enxurrada e eu as retiro com urgência enaqunto elas são engolidas pelas águas. Consigo levá-las para dentro da casa e subimos nas camas, e a água vai enchendo todo o quarto. Ficamos esperando a tromba de água passar. Ouço o lamento das pessoas sobre a perda de seus bens, mas me sinto à vontade. Não tenho medo. Estou em paz.

IRL – In real life – Então. Vou falar o que sinto, que não é pouca coisa, e espero que vocês participem. Contribuam. Reflitam.

Acordei feliz por me lembrar do sonho. Ontem à noite tive a sensação de que estava retomando meu caminho de sonhadora. Andei sentindo a presença de seres iluminados ao nosso lado, ao conversar com meu filho sobre cinema.

Ao acordar soube que o meu primeiro sonho era de revelação. Os acontecimentos no Japão, as pessoas de branco em êxodo, somente hoje “caiu a ficha”. Eu estava tão absorta em mim mesma, em meus descaminhos, que não me dei conta da gravidade do presságio. Minha fuga do local no primeiro sonho, tentando salvar a mim mesma desse acontecimento de consequências planetárias é muito claro, neste momento. Eu sabia que não ia conseguir fugir no primeiro sonho. Por isso a grande angústia e aflição.

Esta tragédia é nossa! É de todo o planeta. E mais, não acabou! Este segundo sonho, me diz das implicações individuais de tudo isto. Todos estamos interligados. Quando Hemingway escreveu  “por quem os sinos dobram, eles dobram por ti e por mim”, era também a isto que se referia. A tragédia é nossa. A dor é de todos nós. Assim como a esperança.

O lado esquerdo da rua. O pensamento racional humano, não dá conta das vagas da emoção coletiva. O tsunami em um mundo que precisa se transformar, se renovar para permanecer vivo, é um movimento emocional. Tenho conversado com pessoas que verbalizam a tristeza pelos acontecimentos. Somos todos um, somos parte de um todo indivisível.

Vejo a minha tranquilidade no segundo sonho como uma postura de clareza. Para mim a morte não tem uma conotação tão assustadora. Não quero sofrer, e não desejo o sofrimento de tantos, lamento por isso. Mas morrer se tornou um fato indiscutível, de transformação, renovação e renascimento. Então, não sinto medo da enchente, não lamento as perdas materiais neste sonho, aguardo tranquilamente a próxima fase. Ou nesta vida ou em outra.

Percebo agora porque o divino me desviou de meus sonhos momentaneamente. Vocês não imaginam a emoção de se dar conta de ter tido um sonho premonitório do coletivo. O quanto já chorei por me dar conta desta minha missão. Foi um acontecimento onde não poderia haver a intervenção humana.

Alguns movimentos espirituais são assim. Sem muita negociação.

Sinto que devo agora me organizar melhor, voltar às minhas atividades em um mundo menos material e convocar meus amigos à esperança, à vigília do pensamento para que este não culmine em tragédias.

Que possamos fazer a transformação necessária sem tantas dores. Que o nascimento de um novo mundo não seja tão doloroso. Que seja um bom parto.

E segundo Tomé…

“E Jesus disse: Aquele que busca, continue buscando até encontrar. Quando encontrar, ele se perturbará. Ao se perturbar ficará maravilhado, e reinará sobre o Todo.

Reconheça o que está diante de teus olhos, e o que está oculto a ti será desvelado. Pois não há nada oculto que não venha a ser manifestado.”

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One Comment Add your own

  • 1. Aneci  |  março 20, 2011 às 12:12 pm

    Bem vinda de volta ao mundo dos sonhos, amiga.


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