Noite de Lua Cheia

fevereiro 18, 2011 brybru

 

O sonho não tem Lua. É que hoje é Lua cheia. E no dia de hoje Lillith foi trazida à luz, eu consegui passar o dia em paz comigo mesma, deixando compulsões de lado, e encontrei o livro da Clarissa, mulheres que correm com os lobos, online, já que os 3 que eu havia comprado resolveram se mudar de casa. Espero que estejam sendo bem aproveitados. E ontem também pedi SOS a um amigo, e fui mal interpretada. Parece que beleza e sensualidade é quesito único em uma mulher. Não conseguia dormir, graças a algumas energias atravessadas, e pedi, ao Tarôt, conselhos de que tipo de padrão quero quebrar. Ele foi muito claro: mudança urgente, conexão com a emoções, cortar relações que me ofendam. E não são poucas.  A Deus, pedi paz pro meu coração andarilho e buscador. Dormi, sonhei,  e acho que tenho algumas respostas.

Aí lembrei-me de um grande sonho. Dois na realidade, mas vamos ao primeiro.

“Eu estava em uma “excursão” em um ônibus que ia também levar a todos para o aeroporto. No meio do trajeto, o ônibus não entra em um lugar, onde havia um ponto, porque estamos atrasados e ia demorar demais ir por ali. Eu concordei com o motorista em alterar o caminho. Eu estava com pressa. Foi quando um passageiro disse que ele tinha que descer no ponto desse local, desse bairro. O motorista contorna então esse bairro para entrar por um atalho de terra. Quando olho pela janela vejo que esse lugar é uma floresta densa, majestosa, muito fechada e de grandes copas verdes. Maravilhosa.

Paramos no ponto ao lado de uma construção asteca, subimos pela grande escadaria e entramos dentro do templo.  Era um sítio arqueológico, com escavações, muitas estatuetas de deuses e deusas. Paro à frente de um espelho, quase na hora de voltarmos ao ônibus, e peço pra um moço me ajudar a arrumar meu sutiã que está todo torto, ele me ajuda e pega meus seios delicadamente com as duas mãos. Não me sinto ofendida e o sonho acaba.

Detalhe, tenho outro sonho, que não vou relatar agora, na mesma noite, onde um outro moço também segura meus seios de forma delicada.

IRL – Vamos lá… uma jornada de ônibus a um destino que também levará à outra jornada, de avião, ao aeroporto. Isso me remete à eternidade. Morremos, renascemos, e assim o a roda de Sânsara segue até quebrarmos o ciclo de ilusões de  Maia. Eu quero pular etapas, ir logo pro fim, ou melhor, pra um novo recomeço. Mas temos que entrar na floresta. O velho e bom inconsciente. Mas também o espaço de nossa vida primordial, selvagem. Aí entra a autora citada.

A fauna silvestre e a Mulher Selvagem são espécies em risco de extinção.Observamos, ao longo dos séculos, a pilhagem, a redução do espaço e o esmagamento da natureza instintiva feminina. Durante longos períodos, ela foi mal gerida, à semelhança da fauna silvestre e das florestas virgens. Há alguns milênios, sempre que lhe viramos as costas, ela é relegada às regiões mais pobres da psique. As terras espirituais da Mulher Selvagem, durante o curso da história, foram saqueadas ou queimadas, com seus refúgios destruídos e seus ciclos naturais transformados à força em ritmos artificiais para agradar os outros…

…Não é tão difícil compreender por que as velhas florestas e as mulheres velhas não são consideradas reservas de grande importância. Não há tanto mistério nisso. Não é coincidência que os lobos e coiotes, os ursos e as mulheres rebeldes tenham reputações semelhantes. Todos eles compartilham arquétipos instintivos que se relacionam entre si e, por isso, têm a reputação equivocada de serem cruéis, inatamente perigosos, além de vorazes…

..a vitalidade esvaída das mulheres pode ser restaurada por meio de extensas escavações “psíquico-arqueológicas” nas ruínas do mundo subterrâneo feminino. Com esses métodos, podemos recuperar os processos da psique instintiva natural; e, através da sua incorporação ao arquétipo da Mulher Selvagem, conseguimos discernir os recursos da natureza mais profunda da mulher. A mulher moderna é um borrão de atividade. Ela sofre pressões no sentido de ser tudo para todos. A velha sabedoria há muito não se manifesta.”

Com esta extensa citação me sinto por satisfeita. Tenho, através dos sonhos, realizado muitas escavações arqueológicas na psiquê na tentativa de compreender minhas angústias, emoções, compulsões.  E até o sentido de viver. Posso me considerar essa loba em extinção, tenho todos os atributos dos lobos.  Também, como eles, amo minha cria, cuido dos que querem ser cuidados e ensino o que sei.  Sinto que tenho resgatado, aos poucos, meus instintos. Me sinto meio só, às vezes, como se não encontrasse minha matilha. Mas tenho sorrido muito mais, coisas boas tem acontecido. Estou tentando usar “The master key sistem” para pensar coisas boas e esperar pelos frutos no quintal.

E os moços com meus seios me apontam que pretendo cuidar da minha feminilidade de forma mais respeitosa. E com a participação da energia masculina, complementar à minha.

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