Sonhos respostas

agosto 23, 2010 brybru

Sonho avaliado em partes…Muita informação para investigar e decodificar…

“Eu peço sonhos para obter respostas às minhas angústias. Então eu os sonho! Aí torna-se necessário organizar esse mundo à parte, que ao mesmo tempo faz parte do que sou e que também representa todas as minhas paisagens internas, e as minhas histórias e vidas, as muitas, muitas vividas.”

Ai! Vamos lá!

“Entrei na casa e me achava encantada pelo proprietário. Um homem alto, de cabelos brancos, parecia europeu, fino e de fala suave. Ele pouco falava. Sentia que ele se comunicava apenas estando ao meu lado. 

Fui me encantando também com a variedade de coisas (stuff) que haviam na casa.

Em um primeiro momento eu me envolvi com uma espécie de altar. Era um nicho arredondado onde haviam imagens de santas, frases escritas em folhetos coloridos pregados nas colunas e eu os lia. Não me recordo do que li, não me lembro das mensagens. Sei que estava extasiada. Haviam também projeções que se alternavam na parede do nicho. Eram imagens sacras, também cheias de mensagens esquecidas.

Eu olhava tudo curiosamente, com respeito e também um pouco apreensiva pela presença de meu anfitrião. ele me aconpanhava silenciosamente em minha exploração.

Começei a olhar para a sala que era ampla, muito ampla. Repleta de móveis antigos, de madeira esculpida. Eram os móveis de minhas vidas. Aqueles que você sabe que um dia, em algum tempo perdido você já teve iguais.

Encantada pela atmosfera sacra e humana, de um aconchego reconfortante apesar das dimensões do salão.

Pelas paredas da sala haviam também projeções alternadas das figuras sacras. Essas projeções eram em preto e branco e eram projetadas bem no alto das paredes da sala de pé direito duplo.

Me lembro haver na sala alguns instrumentos musicais. Não saberia dizer quais eram, mas eles estavam lá.

Eu me sentia apreensiva por estar sendo observada pelo proprietário da casa. Ele me dizia silenciosamente, somente com atitudes, de que aquilo tudo também era meu.

Eu me sentia lisonjeada. Em uma oportunidade fugaz, pude observá-lo. Era alto, um homem bonito, de traços marcantes e perfeitos. Estava extasiada e preocupada ao mesmo tempo. como eu resolveria esta situação? Como eu poderia me unir a este homem se minha vida nunca foi resolvida?

Eu não me sentia merecedora de tantas riquezas. Apesar de saber com certeza de que tudo aquilo era, foi e seria de minha co-propriedade, juntamente com o homem alto e sábio.

Então ele me encaminhou para o lado de fora da casa. Estávamos agora acompanhados de uma jovem moça visitante, que ia me descrevendo toda a propriedade.

Era uma construção muito antiga e sólida. Algo parecido com as construções da velha Geneve, cidade onde me senti à vontade quando visitei, como se eu tivesse vivido sempre ali. Mas, em vez de pedras revestindo todo o prédio, haviam conchas brancas voltadas para cima envolvendo toda a construção. E essas conchas enormes cantanvam com a brisa suavemente.

E a moça ia me dizendo que a construção ocupava todo o quarteirão. Um quarteirão imenso. A porção destinada à moradia envolvia uma creche/hospital infantil, e do alto da varanda eu via as freiras cuidando das crianças.

Fomos até a saída da propriedade pela varanda e retornamos por uma espécie de garagem aberta e eu quase fiquei presa em um dos portões eletrônicos que se fechavam.

Voltamos para o interior da sala que também continha muitas imagens e adereços orientais.

Ai!

 

IRL – Ai, mesmo!

Um mundo de imagens, símbolos e sentimentos (emoções). Descobertas de propriedades e riquezas. Descoberta de novas possibilidades. Há, neste sonho, todo um repertório de mensagens e imagens, uma riqueza sem fim de saberes , de vivências, de experiências e sensações.

A sonhadora traz em seu mundo interior uma riqueza que não considera sua. E talvez não seja mesmo. Como tudo no Universo, a riqueza é de todos e de ninguém. Mas esta riqueza, a de toda essa somatória de vidas e seus conteudos, essa é sim da sonhadora, assim  como pertence também a  seu mestre, homem sábio e mais velho, aquele que guia pela casa e riquezas.

O que a sonhadora tem a falar?

O que há de necessário a ser dito, a ser compartilhado com os outros? Quem são os ouvintes e leitores de suas experiências? O que estas pessoas irão entender e assimilar de suas riquezas?

O que o universo, os deuses e seu mentor esperam dessa mulher? Que ela se aproprie do que é dela, de suas riquezas e conhecimentos. E que faça desse espaço interior um lugar de visitação. Mostrando a todos as possibilidades de riqueza e fartura do mundo onírico e interior.

Ou não? Ai!

 “Estava extasiada e preocupada ao mesmo tempo. como eu resolveria esta situação? Como eu poderia me unir a este homem se minha vida nunca foi resolvida?”

Esta questão me reporta a algo muito profundo. Essa situação vai além da questão de relações, de namoro, casamento. Essa questão encontra-se no âmbito de ser um ser completo. De se unir a outro ser completo e não mais em busca de si mesmo no outro. E sim na associação de potenciais e poderes,  riquezas, fartura e amor.

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