Curiosidades

julho 23, 2010 brybru

Estava a assistir um programa sobre sonhos . Na Discovery channel. Era a mesma abordagem científica que este canal sempre reforça, na tentativa de ser sério. Seria um canal sério se os intervalos não fossem maiores do que o período da apresentação do programa. Mas o programa era bonzinho. Falava das descobertas relacionadas ao período REM (Rapid Eyes Moviment), período do sono menos produndo, onde os olhos se agitam bastante e as ondas cerebrais registradas em eletroencefalografia sugerem que seria o período de maior intensidade de sonhos nos humanos. Os cientistas descobriram que neste momento, as funções motoras do organismo são meio que “desligadas” no cérebro, permitindo que pudéssemos correr, pular, fugir, amar, nos sonhos, e descansar fisicamente. O descanso diário abençoado. Mostraram até pessoas que tem um problema nessa região cerebral relacionada ao comando motor, e que, quando elas sonham, realizam o movimento correspondente ao sonho, podedo se ferir, dando chutes, correndo, ou seja, fazendo o movimento que está sendo sonhado.

Outra abordagem, pequena, mas bem interessante, foi a de como uma tribo canadense sempre usou e usa os sonhos de forma coletiva para o bem de todos da comunidade.  Toda manhã eles se reúnem em volta de uma fogueira para o desjejum e trocam a experiência do sonho. Uma anciã, maior detentora de conhecimentos simbólicos, interpretou o sonho de uma mãe cujo filho é drogadito. A mãe chorava ao relatar que um rio transbordava, aumentando gradativamente de volume e que depois esse rio ia, lentamente voltando ao normal. A anciã disse que tudo estava voltando ao normal e que o filho logo ia largar a dependência das drogas. Me identifiquei com esse grupo. Como cuidam de si mesmos através de sonhos. Que bom pra essa mãe não ter que pagar terapia ou por um grupo de apoio. Esse grupo era sua própria comunidade. Ali, no café da manhã, na porta de sua morada.

A seguir o programa demonstrou uma pesquisa, também no Canadá – gosto desse povo! – sobre uma tentativa científica de relacionar os sonhos com variáveis matemáticas, onde o cientista conseguiu “interpretar” o padrão onírico de um homem em sofrimento na relação com sua mulher. Foram vários sonhos sendo numerados para que se detectasse esse padrão. Um bom psícologo ou mesmo a anciã da tribo teriam o mesmo resultado com apenas um sonho. Mas, após Decartes…tudo tem que passar pelo método científico para ser “aceito” pelos mortais. Sou mais a tribo canadense. Sou mais a possibilidade amorosa de transformação individual e coletiva ofertada pelos sonhos. Basta compartilhar!

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