Work

abril 13, 2010 brybru

Estava no meu trabalho, com minha mãe e meus filhos. Eu queria acabar logo o que tinha pra fazer e poder ir embora. na verdade, eu senti essa ânsia para sair logo depois de ter notícias sobre um amigo, do qual me encontro afastada. Estava em uma casa e várias mulheres que me conheciam, mas eu não sei quem são, vieram me falar desse amigo. Diziam que ele era bem “assanhado”, bonito e que estava flertando com todas elas. Senti um aperto em meu peito e, já no trabalho, fiquei com pressa de terminar logo o que tinha que fazer. Meus filhos ainda eram pequenos e dependentes. A presença de minha mãe me incomodava, como se estivesse cobrando de mim as minhas obrigações. Eu até procurei ajuda com algumas meninas do trabalho, para ver se elas podiam ficar em meu lugar e eu poder sair. Mas elas não tem a mesma função que tenho e eu estava só, era impossível ir embora mais cedo. Muita angústia. A sensação de não estar onde deveria estar em função de ter que cuidar dos outros e de meus filhos pequenos. Angústia de ter somente obrigações.

IRL – Um sonho curto, que fala das expectativas da sonhadora. E de suas angústias. Obrigações: filhos e trabalho. Cuidar dos outros. Sensação de culpa: a mãe, autoridade feminina que traz em seu arquétipo a obrigação da maternidade. Tudo tranvestido de amorosidade. O feminino é amor, mãe é sacrifício. A expectativa não declarada de saber mais sobre o amigo distante. As mulheres desconhecidas representando a sombra, o inconsciente que abriga muitas personagens de si mesma. E elas são conhecedoras de informações que a sonhadora não quer ver, não quer saber. A sensação de ter que findar tarefas, cumprir uma jornada, um ciclo de trabalhos ainda inacabado. Trabalho esse individual e solitário. “Ninguém pra substituir e ninguém que saiba fazê-lo por ela”. O incômodo da falta de maturidade dos filhos também é visível, pois na vida real, todos são adultos e no sonho se apresentam como crianças dependentes.

Há uma mensagem clara do que há para ser trabalhado, há indícios de que a vida afetiva e social está afetada…Amigo distante…Talvez em função da necessidade de ser útil, de cuidar dos outros. Talvez em função das obrigações auto impostas. Mas essa situação gera angústia. Muita angústia. Talvez as grandes questões sejam: o que precisa ser concluído? O que é trabalho real da sonhadora? Há algo a ser feito mesmo? Como modificar situações para ter-se a liberdade de ir ao encontro do amigo ou das relações, deixando um pouco de lado essa sensação de obrigatoriedade e dar fim a toda essa angústia.

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