A grande enchente

abril 6, 2010 brybru

A grande enchente

Este é um daqueles sonhos o qual não saberia dizer o quanto é um pedido de socorro da alma e o quanto é uma grande recordação de tempos idos.

Lembro-me de estar em uma encruzilhada. Haviam quatro ruas de terra e ao longo de uma delas, um rio. Chovia e havia lama. Era uma chuva fria, mas agora não sei dizer se esse frio estava no sonho ou tem a ver com o dia de hoje, também frio e chuvoso.

E este sonho foi intenso. Daqueles que nos cobram reflexões e mudanças. Então, com o intuito de fugir das responsabilidades que o sonho estava a me cobrar, decidi deixa-lo de lado por uns dias. Três dias para ser exata. Daí a inexatidão acerca do frio.

Mas era uma encruzilhada. E chovia.E haviam muitas pessoas pela encruzilhada. A água começou a subir muito rápido, nunca havia visto algo parecido nesta vida. Fiquei assustada ao ver o rio ganhar proporções enormes em seu volume.  As pessoas corriam assustadas e eram arrastadas pela correnteza. A rua perpendicular logo virou um grande rio também e muitos desapareceram sob as águas.

Eu andava atônita tentando escolher por onde ir para não me afogar. Foi quando uma moça desconhecida me deu a mão e me aconselhou a não ir por onde eu estava indo. “- Não vá por esse caminho.” Ela me disse. E ao dar a mão à essa moça tive uma sensação de tranquilidade. Ela parecia saber por onde ir.

Acordei com essa frase martelando em minha cabeça. “Não vá por esse caminho!”

IRL

As significações simbólicas da água podem reduzir-se a três temas dominantes: fonte de vida, meio de purificação, centro de regenerescência. Esses três temas se encontram nas mais antigas tradições e formam as mais variadas combinações imaginárias – e as mais coerentes também.

As águas, massa indiferenciada, representando a infinidade dos possíveis, contêm todo o virtual, todo o informal, o germe dos germes, todas as promessas de desenvolvimento, mas também todas as ameaças de reabsorção. Mergulhar nas águas, para delas sair sem se dissolver totalmente, salvo por uma morte simbólica, é retornar às origens, carregar-se de novo num imenso reservatório de energia e nele beber uma força nova: fase passageira de regressão e desintegração, condicionando uma fase progressiva de reintegração e regenerescência”

http://www.dicionariodesimbolos.com.br


Sonhar com água é um grande mergulho nas emoções. A água é o elemento primordial da vida. Toda a vida se origina dela. Todos os humanos são gerados dentro de uma bolsa de água. Nossas primeiras emoções e impressões acerca do mundo são sentidas na bolsa de líquido amniótico dentro do útero materno.

Assim como a vida, a água também pode representar a morte. Podemos nos afogar nela.

Uma enchente é sempre avassaladora. A água vem forte, poderosa e arrasta consigo tudo o que encontra pela frente.

Estar em uma encruzilhada é sempre um dilema. Há, no mínimo, quatro direções a serem escolhidas. Quando chegamos na encruzilhada, para podermos seguir em frente, necessitamos optar. Escolher por qual dos caminhos ir.

Em dias de chuva a escolha fica pior. Todos os caminhos são de terra. E todos estão cheios de lama. Elementos da terra que dificultam nossa locomoção. E há a rua com o rio. Um risco maior ainda. Mas pelo menos nesse rio há uma ordem no fluxo da água. Um rio, salvo raras exceções, sempre corre na mesma direção. De certa forma a água/emoções está contida em um fluxo ordenado.

De repente, a água/emoções que corre contida, começa a cair em forma de chuva. Há água por todos os lados, caindo fina e encharcando a alma, deixando tudo frio. E as emoções que estavam presas começam agora a ficar desordenadas. Um volume muito grande, incontido, que arrasta e afoga muitos personagens da história. Alguns estão desaparecidos. Talvez para sempre. E a sonhadora está atônita. Nova onda de emoções neste momento de escolha, de ter que optar para poder seguir em frente. E muita, muita água. Mais uma vez a sonhadora se sente ameaçada. Agora sim ela não sabe por onde ir. Mas há uma personagem, jovem, que vem para auxiliar. Parece ser alguém conhecedora. Alguém que sabe por qual caminho ir. Um elemento da psiquê que pode ajudar a escolher uma forma de sobreviver ao escolher o melhor caminho.

Por isso é necessário ouví-la. Parece que o caminho optado neste momento não é o melhor. Por onde a sonhadora tem andado? Quais são as escolhas que ela tem feito? A mensagem é muito clara: “Não vá por este caminho! Não se afogue! Não desapareça!”

Use este símbolo onírico precioso como elemento de renascimento. Que seja mais um batismo e renascimento da alma!

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