A hard dream!

março 22, 2010 brybru

Sonhei com um policial a ser emboscado. Estava ele num dia de folga a andar de bicicleta (mas eu não vi a bicicleta). Era a filha que narrava o ocorrido. Tudo ocorreu numa cabana de madeira onde o vilão estava sentado numa poltrona vermelha e confortável. Então o policial tentou abrir a porta e não conseguiu. A porta era de madeira maciça, com ferrolhos antigos, mas bem conservados. Quando percebeu que havia perdido as forças, olhou para a garrafa de água que tinha nas mãos e perguntou ao vilão: “o que colocou na minha água?” A seguir foi golpeado por outro bad guy que apareceu pelas suas costas e levado a tortura que eu me recusei a ver mas pude assistir ao começo de casa sessão. A primeira coisa que me impressionou foi o uso de uma serra dril de ortopedia, aquela usada para abrir o externo em cirurgias torácicas, para cortar o cabelo do homem, ameaçando a corta-lhe a calota craniana. Depois puxou dedo por dedo dos pés. Começou pelo pé esquerdo. Puxava com um alicate enferrujado e gigante, desses que se usa para ferrar cavalos. Os dedos foram esticados e ficaram compridos, mas se mantiveram presos ao pé. Depois ocorreu algo parecido com costurar o coto da perna direita amputada ao short azul e linha preta e agulha grosseiras. Nesse momento vi a menina de costas, nunca vi o seu rosto, a saltar para a janela de uma casa branca, de cortinas claras, leves, brancas e transparentes que balouçavam à brisa. Foi quando entraram cinco luzes verdes que depois passaram a ser apenas três. A menina aparentava ter uns 15 anos e bateu palma tendo entre as mãos uma das luzes e esta se transformou num pássaro beija-flor e contou-lhe que o pai havia sido aprisionado. E de repente o sonho teve outro sentido, como se ela ainda saísse a procura do pai e o encontraria com vida…

IRL – A hard dream! Why hard?

Conteúdos, em uma primeira impressão, bem pesados mas que querem ser “olhados”, vistos e entendidos, apesar de não se querer ver a “tortura”. Pesada questão que se movimenta pelo inconsciente do sonhador.

Policiais – são os defensores dos nossos valores cotidianos. Ao menos, arquetipicamente falando, sem considerar neste caso as questões sociais inerentes e reais a uma profissão tão presente e desvalorizada, e questionável…bem, não vem ao caso. Ao menos, não em uma primeira análise. Policiais imediatamente nos reportam à proteção, à manutenção dos que nos é caro. Valores, patrimônio. E o teu, engraçado os padrões oníricos, anda de bicicleta. Vai pela vida, segue seu caminho, à passeio. De forma prazerosa. Andar de bicicleta é saudável, dá prazer. E ele está a passeio, não à trabalho, está de “folga”.

Andar de bicicleta é muito bom…mas em um mundo atual, apesar de haver necessidade de um agente de transporte menos poluente, é uma forma certa de demorar pra chegar ao destino.  Mera observação aos eternos “bicicleteiros”.

Mas ele está de folga. Passeando, pressumo que seja mais em um local afastado, talvez em uma floresta, afinal cabanas de madeira nos reportam à regiões florestais, campestres. Apenas uma associação. Distraidamente ele vai andando próximo à regiões obscuras, regiões mais afastadas da nossa consciência. E sem querer, sem estar conscientemente atento, em trabalho de busca, ele encontra a cabana. Ele tem dificuldade de adentrar nessa cabana. Há ferrolhos conservados! Alguém mantém a cabana bem protegida! E ele encontra os “bad guys”, encontra aqueles sujeitos que vivem em nós, que adoram o conforto de uma cabana e de uma poltrona vermelha . O vermelho tanto é vida, paixão, como é a perda dela, quando o sangue vermelho se esvai. Encontra aqueles que não exitariam em nos torturar e torturar nossos valores, castigando o protetor. E são dois. Mais fortes e traiçoeiros. Atacam quando estamos desprevenidos.

As sessões de torturas! O velho persecutório! Aqueles aspectos que nos perseguem na dimensão do nagual, no continente da inconsciência. Estão lá para nos impressionar com suas torturas. Para que possamos ir em busca das soluções necessárias para esses conflitos que nos puxam pelos dedos do pé esquerdo, fazendo com que tenhamos uma maior superfície de contato com a realidade através da emoção. Aqueles conflitos que amputam a nossa perna racional, a perna que dá sustentação ao lado esquerdo do cérebro e que nos obriga a manter o equilíbrio através do lado direito do cérebro, onde reside a nossa individualidade, o nosso ser mais criativo, aquele sufocado pelas intervenções alheias que afirmam que não somos capazes, que nossa produção individual não é boa. Aquele ser sufocado na infância.

Mas os “bad guys” estão no sonho, expressão do nosso continente interior. Hora de acordar! Hora de usar o potencial criativo, amoroso e individual. Tanto que a menina, que narra um trecho da história, salta pela janela da casa branca, da casa pura, das infinitas possibilidades. Salta pela cortinas, sai de trás das cortinas, que sempre escondem o que está dentro da casa. mesmo que sejam cortinas claras e brancas e leves, elas sempre ofuscam o interior.  E ela, a menina, mais que niguém, acredita na possibilidade de haver vida. Do protetor de nossos valores poder voltar vivo, apesar da tortura.

E as luzes verdes? Cura, redenção, emoção, compaixão e amor nas palmas das mãos, no ápice do meridiano do coração. Luzes que aumentam ou diminuem segundo o fluxo de nossa atenção, mas que estão lá, trazendo a energia necessária para a liberdade, o amor e o renascimento. O beija flor representa a fenix para os mexicanos. Morte e renascimento. Sem falar em toda a beleza que ele traz.

Optei por uma versão individual deste sonho. Nada descarta a possibilidade de memórias de outras vidas, ou memórias genéticas da filha de um policial, e nem da relação com o tonal coletivo, onde nossos seres oníricos com certeza  caminham muitas vezes lado a lado. O fato omitido aqui da sonhadora ter lembrado de mim ao acordar pode ter uma relação com essas andanças. Gostaria de que a sonhadora reescrevesse esta minha colocação about this dream com suas impressões a respeito do sonho.

Creio que somos todos um. Que estamos nos conectando uns aos outros, mais com uns e do que outros em determinados momentos. Este sonho e sua ligação comigo me pareçe no resgate de cura de ambas as nossas meninas. Você, em seu processo individual, e meu na retomada da análise e reflexão de todas as possibilidades oníricas e deste espaço sem fronteiras do inconsciente.

Aguardo mais elementos. Um grande beijo, sua bicicleteira!

 

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